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Guias de uso

Fluxos de trabalho para usuários e responsáveis pelos dados

Estes guias explicam tarefas completas do ponto de vista de quem usa o OpenDataBio. Para definições de cada tipo de registro, consulte Conceitos. Para parâmetros de integração, consulte a API.

Se você pretende coletar ou importar variáveis definidas pelo usuário, comece por Traits e medições antes dos tutoriais R. Responsáveis pela biblioteca pública também devem ler Governança e curadoria de Traits.

1 - Pesquisar e mapear dados

Como descobrir, filtrar, visualizar e exportar dados

Quem pode usar

Visitantes podem consultar o conteúdo público. Usuários autenticados também podem ver registros liberados para seu nível de acesso e aqueles a que têm acesso por projetos, datasets ou biocoleções. Os mesmos filtros podem produzir resultados diferentes para usuários com permissões diferentes.

Escolher a ferramenta

  • Use as listas de registros para pesquisar um tipo específico de objeto, conferir detalhes e navegar por suas relações.
  • Use o Data Explorer para combinar filtros e descobrir registros de dados relacionados.
  • Use o Map Explorer para examinar a distribuição espacial dos resultados e abrir os detalhes de localidades e indivíduos.
  • Use a API GET ou o pacote OpenDataBio-R quando precisar de uma consulta reproduzível ou de resultados para análise.

Pesquisar registros

  1. Comece com o menor conjunto de filtros que represente sua pergunta.
  2. Confira se o filtro taxonômico deve corresponder apenas ao taxon informado ou também aos seus descendentes.
  3. Quando usar uma localidade, confirme se a consulta inclui suas localidades descendentes.
  4. Use projeto ou dataset quando a pergunta depender da origem ou da política dos dados.
  5. Inspecione alguns registros antes de exportar o conjunto completo.

Resultados públicos publicados podem ser encontrados por meio das versões de datasets que os contêm. Um registro editável e uma versão publicada não são a mesma coisa: a versão representa um snapshot fixo.

Usar o mapa

O Map Explorer pode mostrar localidades, indivíduos, parcelas e transectos. Em grandes conjuntos, o mapa utiliza tiles vetoriais e geometrias simplificadas para responder rapidamente. Essa representação é adequada para navegação, mas não substitui a geometria oficial fornecida no registro ou na exportação.

Localidades podem representar ambientes terrestres ou marinhos. Algumas localidades de referência são mantidas pelo sistema; usuários comuns não devem editá-las sem a orientação dos administradores da instalação.

Exportar resultados

Exportações pequenas podem ser retornadas diretamente. Exportações grandes são preparadas em segundo plano como UserJobs. Depois de solicitar uma exportação:

  1. abra a lista de UserJobs;
  2. acompanhe o progresso e os logs;
  3. examine avisos ou erros;
  4. baixe o arquivo quando a tarefa terminar;
  5. preserve o README e os metadados dos campos junto com os dados.

Uma exportação de consulta representa os resultados daquele momento. Para citar uma publicação fixa, prefira uma versão de dataset.

Perfis e formatos de exportação

As exportações comuns incluem campos locais do OpenDataBio e campos de intercâmbio, como Darwin Core. Consulte a tabela de campos do endpoint GET e preserve o README e os metadados produzidos com o arquivo.

Instalações que trabalham com coleções botânicas também podem oferecer um perfil BRAHMS/INPA. Ele reorganiza dados de Indivíduos ou Vouchers, Localidades, Taxons, coletores, identificações e medições em colunas destinadas a esse fluxo de intercâmbio. Escolha explicitamente se o registro-base é o Indivíduo ou o Voucher e confira os metadados da exportação; o perfil não transforma registros incompletos em dados curatoriais completos.

Continuar no R

O tutorial Obter dados com R demonstra autenticação, taxons, localidades, indivíduos, medições, mídias e vouchers. Use o Data Explorer para construir e conferir uma pergunta; depois traduza os mesmos filtros para R quando precisar reproduzir a análise.

2 - Fluxo de importação de dados

Como preparar, importar, reconciliar e validar dados em etapas

Uma importação confiável não consiste em enviar todas as tabelas de uma vez. O fluxo recomendado é iterativo: preparar uma etapa, verificar o que já existe, enviar um lote pequeno, recuperar os IDs produzidos, reconciliá-los com a tabela de origem e validar o resultado antes de importar os objetos dependentes.

Antes de enviar dados

  1. Defina o projeto e o dataset de destino.
  2. Confirme que sua conta é colaboradora ou administradora dos objetos que serão alterados.
  3. Preserve uma cópia imutável dos dados recebidos.
  4. Acrescente à tabela de trabalho uma chave local única, como source_row_id. Ela permitirá associar cada resultado à linha original.
  5. Normalize codificação, datas, valores ausentes, números decimais e nomes de colunas.
  6. Consulte as bibliotecas compartilhadas antes de criar Pessoas, Referências, Taxons, Localidades ou Traits.
  7. Confira os campos do endpoint na API POST.

Não substitua a chave local pelos IDs do OpenDataBio. Mantenha ambos: a chave local documenta a origem; o ID ou UUID permite relacionar registros no sistema.

Ordem de dependências

Uma sequência comum é:

EtapaPreparar ou localizarSerá usado depois por
1Pessoas e Referências Bibliográficascoleta, identificação, medição, Taxons, datasets
2Taxonsidentificações, medições e nomes populares
3Localidadesindivíduos, medições e validação espacial
4Traits, unidades e categoriasmedições e formulários
5Projeto e datasetindivíduos, vouchers, medições e mídias
6Indivíduos e suas ocorrênciasvouchers, identificações, medições e mídias
7Vouchers e histórico de identificaçõesmedições, mídias e documentação científica
8Medições, mídias e nomes popularesconjunto final de dados

Essa ordem deve ser adaptada ao conjunto. Uma linha pode usar nomes, siglas ou outros identificadores aceitos pelo endpoint, mas guardar os IDs/UUIDs obtidos reduz ambiguidades nas etapas seguintes.

Validar coordenadas antes da importação

O endpoint POST locations-validation recebe latitude e longitude em graus decimais. Ele permite verificar previamente quais Localidades registradas contêm cada ponto, antes de criar Indivíduos ou Localidades automáticas.

Use essa etapa para detectar:

  • latitude e longitude trocadas;
  • sinal incorreto nos hemisférios sul ou oeste;
  • pontos fora do país, estado, município ou área de estudo esperados;
  • pontos que caem em unidades de conservação, terras indígenas ou camadas ambientais já cadastradas;
  • coordenadas repetidas ou com precisão inadequada.

Exemplo em R:

library(opendatabio)

cfg = odb_config(
  base_url = "http://localhost/opendatabio/api",
  token = Sys.getenv("ODB_TOKEN")
)

coordinates = data.frame(
  source_row_id = c("plot-001", "plot-002"),
  latitude = c(-3.101, -3.115),
  longitude = c(-60.120, -60.135)
)

job = odb_validate_locations(
  coordinates[c("latitude", "longitude")],
  odb_cfg = cfg
)

odb_get_jobs(params = list(id = job$id), odb_cfg = cfg)
validated = odb_get_jobs(
  params = list(id = job$id, get_file = 1),
  odb_cfg = cfg
)

Reassocie o resultado a source_row_id pela ordem ou por uma chave preservada no arquivo de trabalho. Revise casos inesperados manualmente. A validação não decide se uma coordenada é cientificamente correta; ela informa sua relação com as Localidades existentes.

Ciclo de cada UserJob

1. Enviar um lote pequeno

Comece com algumas linhas representativas: uma simples, uma com relações e uma que você espera que produza aviso ou erro. Guarde o ID do UserJob retornado.

2. Acompanhar o processamento

O estado pode ser Submitted, Processing, Success, Failed ou Cancelled. Acompanhe também o percentual e o log. Não envie novamente o mesmo lote apenas porque a tarefa ainda está processando.

3. Examinar resultados por linha

Na interface, abra os resultados do UserJob. O arquivo de resultados pode conter:

  • row: número da linha recebida;
  • status: resultado daquela linha;
  • id: ID criado ou encontrado no OpenDataBio;
  • first_field e first_value: valores usados para reconhecer a entrada;
  • error: motivo pelo qual a linha não foi concluída;
  • warning: situação que exige revisão, mesmo quando existe um ID.

Uma tarefa com estado Success pode conter avisos ou resultados que reutilizam registros existentes. Valide linha por linha.

4. Reconciliar com a tabela enviada

Baixe os resultados e acrescente-os à tabela de trabalho sem alterar a cópia original. Um padrão útil é manter:

source_row_idodb_statusodb_idodb_uuidodb_errorodb_warning
person-001imported812
person-002already registered107registro existente reutilizado
person-003errorabreviação duplicada

Use row para relacionar o arquivo de resultados à ordem enviada e confira first_field/first_value antes de copiar o ID. Se o cliente R fornecer uma tabela de IDs afetados, aplique a mesma conferência. Nunca associe IDs apenas pela posição depois de ordenar ou filtrar uma das tabelas.

5. Validar os registros no servidor

Consulte por ID ou UUID os registros criados ou reutilizados e compare campos essenciais com a entrada. Para dados espaciais, confira o mapa; para Taxons, confira nome aceito, autoria e pai; para medições, confira Trait, objeto, valor, unidade, data e Pessoa.

6. Corrigir somente as linhas necessárias

Separe erros de entrada, duplicatas legítimas e falhas externas. Corrija a tabela de trabalho e envie somente as linhas pendentes. Registre o novo ID de UserJob para manter a rastreabilidade de cada tentativa.

7. Avançar para a próxima dependência

Somente depois de reconciliar e validar uma etapa, use seus IDs na etapa seguinte. Por exemplo:

  1. importe Pessoas e registre person_id;
  2. use esses IDs em coletores, identificadores e medidores;
  3. importe Taxons e Localidades e registre seus IDs;
  4. importe Indivíduos usando dataset, coletores, Taxon e Localidade já conferidos;
  5. use individual_id para Vouchers, medições, mídias e histórico de identificações.

Exemplo concreto de encadeamento

Considere uma planilha de árvores medidas em parcelas:

  1. Pessoas: localize ou importe coletores e medidores; acrescente seus IDs.
  2. Referências: importe DOIs ou BibTeX usados nas identificações e Traits.
  3. Taxons: valide nomes publicados e resolva morfotipos separadamente.
  4. Parcelas: localize as parcelas existentes; crie apenas as ausentes.
  5. Coordenadas: execute locations-validation e revise os pontos fora das parcelas ou unidades administrativas esperadas.
  6. Traits: localize dbh, altura e demais variáveis por export_name.
  7. Indivíduos: importe um lote piloto, recupere individual_id e confira no mapa.
  8. Medições: use individual_id, trait_id, Pessoa, data e dataset.
  9. Validação final: consulte indivíduos e medições, compare contagens e preserve os arquivos de resultados dos UserJobs.

Encerrar a importação

Uma importação está concluída quando:

  • todas as linhas possuem resultado documentado;
  • erros foram corrigidos ou justificados;
  • avisos foram revisados;
  • IDs e UUIDs foram incorporados à tabela de trabalho;
  • registros foram consultados novamente no OpenDataBio;
  • contagens, relações, datas, coordenadas e permissões foram conferidas;
  • os arquivos de entrada, resultados e IDs dos UserJobs foram preservados.

Continue nos tutoriais de importação com R para exemplos de cada objeto. Para uma planilha desconhecida, use o prompt de planejamento com IA e revise o fluxo proposto.

3 - Organizar e publicar datasets

Da organização dos registros a uma versão citável

Quem pode fazer o quê

  • Visitantes e visualizadores podem consultar ou baixar o conteúdo permitido pela política, mas não alteram o dataset.
  • Colaboradores podem trabalhar com os registros autorizados, mas não devem definir participantes, política ou publicação.
  • Administradores do dataset configuram acesso, participantes, metadados e versões.
  • Superadministradores podem intervir em qualquer dataset para manter o sistema, mas a curadoria e a decisão de publicar pertencem aos responsáveis científicos pelo dataset.

Dataset e versão de dataset

Um dataset é um conjunto gerenciado que pode continuar mudando. Ele organiza registros e participantes e define como esses dados devem ser acessados.

A visibilidade configurada no dataset e a visibilidade permitida para seus registros determinam quem pode encontrá-los nas listas, exploradores, mapas e exportações. Tornar a página do dataset visível não significa publicar todos os registros nem conceder licença de uso. Da mesma forma, associar um registro a mais de um dataset pode envolver políticas diferentes; confira a política efetiva antes de prometer acesso.

Uma versão de dataset é um snapshot preparado para distribuição. Ela possui UUID, data e arquivos próprios e não deve mudar silenciosamente quando os registros do dataset forem editados depois.

Use a página do dataset para o trabalho contínuo. Use o UUID da versão para links, citações e análises que precisam apontar para conteúdo fixo.

Preparar o dataset

Antes de publicar, o administrador deve:

  1. confirmar o título, a descrição e o projeto;
  2. revisar administradores, colaboradores e visualizadores;
  3. definir visibilidade e política de acesso;
  4. conferir licença, política de uso e acordo de download;
  5. ordenar autores e criadores e registrar seus papéis;
  6. associar referências e marcar citações obrigatórias;
  7. revisar os registros e os filtros que definem o escopo;
  8. decidir se a lista taxonômica pode ser compartilhada;
  9. verificar datasets relacionados e os metadados explicativos.

Uma política não é apenas texto informativo: ela orienta a forma de uso e pode afetar a visibilidade dos registros. Alterações devem ser discutidas com os responsáveis pelo dataset antes da publicação.

Criar e conferir uma versão

  1. Abra a ação de criação de versão no dataset.
  2. Defina versão, data, escopo e filtros.
  3. Confira autores, licença, política, citação e metadados.
  4. Gere a versão e acompanhe o UserJob relacionado, quando houver.
  5. Abra a página pública pelo UUID.
  6. Baixe o arquivo principal e, quando existir, o arquivo de mídias.
  7. Confira README, metadados dos campos, contagem de registros e uma amostra dos dados.
  8. Teste o acordo de download e a visibilidade com uma conta que não seja administradora.

Os arquivos de versões são persistentes. Administradores da instalação devem incluí-los nos backups junto com o banco de dados; não devem tratar esses arquivos como exportações temporárias.

Depois da publicação

Administradores do dataset podem consultar o registro de uso e exportá-lo para relatórios. Esse registro indica acessos e downloads; não altera permissões nem prova, sozinho, como os dados foram utilizados.

Se os dados precisarem de correção, corrija o dataset gerenciado e publique uma nova versão. Não substitua silenciosamente os arquivos de uma versão já citada.

Relação com a API e o R

A API pode listar datasets, consultar registros associados e preparar exportações. O R é adequado para revisar o escopo e a consistência dos dados antes da publicação. O ato de publicar, entretanto, deve ser realizado por um administrador responsável, depois da revisão de política, autoria e metadados.

4 - Planejar a importação de uma planilha com IA

Um prompt seguro para criar um fluxo reproduzível com OpenDataBio-R

Uma IA pode examinar uma planilha desconhecida e propor código R para transformá-la, validá-la e importá-la. Trate a resposta como um plano, não como dados validados. Nunca forneça token, senha, coordenadas sensíveis, dados pessoais ou inéditos a um serviço não autorizado. Preserve uma cópia imutável da fonte e revise todo o código gerado.

Modelo de prompt

Anexe o CSV ou XLSX e substitua o texto entre colchetes. Se a IA não ler anexos, forneça nomes das abas e colunas e uma pequena amostra sem dados sensíveis.

Ajude-me a preparar uma importação reproduzível e auditável no OpenDataBio
usando R e o pacote R opendatabio.

Considere que sou iniciante em R e em organização de dados. Estou usando um
chatbot online comum, possivelmente gratuito, que não executa R, não mantém
arquivos entre conversas e pode ter limite de mensagens. Não pressuponha que eu
saiba usar terminal, projetos do RStudio, diretório de trabalho, pacotes ou
objetos do OpenDataBio. Use linguagem simples e explique termos técnicos na
primeira vez em que aparecerem.

Arquivo: anexo. URL base da API: [URL]. Projeto: [nome ou ID]. Dataset: [nome
ou ID]. Os dados descrevem [descrição]. Cada linha representa [significado].
[Informe unidades, códigos, convenções de ausentes e escopo geográfico ou
taxonômico conhecidos.]

Use estas fontes oficiais como contexto técnico obrigatório:

- Documentação do OpenDataBio: https://opendatabio.gitlab.io/docs/
- Visão geral da API: https://opendatabio.gitlab.io/docs/api/
- Campos e regras dos endpoints POST: https://opendatabio.gitlab.io/docs/api/post-data/
- Fluxo de importação: https://opendatabio.gitlab.io/docs/guides/data-import-workflow/
- Tutoriais de importação com R: https://opendatabio.gitlab.io/docs/tutorials/02-post-data-r-vignette/
- Código-fonte e README do OpenDataBio-R: https://gitlab.com/opendatabio/opendatabio-r

Abra e consulte essas URLs antes de propor código. Prefira essas fontes ao seu
conhecimento geral ou a exemplos de terceiros. Para cada função odb_* e campo
da API propostos, indique a página oficial que os documenta. Se não conseguir
acessar uma URL, informe e peça que eu forneça seu conteúdo; não adivinhe.
Registre qualquer aparente incompatibilidade de versões entre a documentação do
servidor e o pacote R.

Ainda não importe nada. Nunca solicite nem imprima meu token; use
Sys.getenv("ODB_TOKEN"). Não invente IDs, correspondências, unidades, datas,
coordenadas ou ausentes. Marque incertezas para minha revisão.

Primeiro examine todas as abas e informe dimensões, possível cabeçalho, colunas
vazias ou duplicadas, tipos inferidos, códigos de ausentes e uma amostra sem
dados sensíveis. Explique o que cada linha representa e sinalize colunas com
múltiplas entidades.

Proponha uma tabela com coluna de origem, objeto e campo OpenDataBio,
transformação, obrigatoriedade, confiança e perguntas. Confira os campos na API
POST e na documentação do cliente R; não invente campos. Crie source_row_id
estável, preserve valores originais ao lado dos normalizados e documente cada
transformação.

Separe tabelas por dependência. Pesquise Pessoas, Referências, Taxons,
Localidades e Traits existentes antes de criar registros; depois trate relações
de Projeto/Dataset, Indivíduos/ocorrências, Vouchers/identificações e, por fim,
Medições/Mídias/nomes populares. Gere tabelas de correspondências, ausências e
ambiguidades. Nunca resolva ambiguidade automaticamente nem use posição como
chave.

Quando houver coordenadas, use locations-validation e sinalize intervalos
inválidos, eixos trocados, geografia inesperada, duplicatas e precisão
inadequada, sem correções silenciosas.

Antes de qualquer POST, valide localmente e grave mapping_review.csv,
validation_errors.csv, ambiguous_matches.csv e import_plan.csv. Proteja toda
gravação com RUN_IMPORT <- FALSE; com FALSE nenhum POST ou PUT pode executar.

Após minha aprovação, importe um lote piloto representativo, guarde cada ID de
UserJob, acompanhe a tarefa, baixe resultados por linha e associe-os por
source_row_id, mantendo odb_status, odb_id, odb_uuid, odb_error e odb_warning.
Interrompa dependências se pré-requisitos falharem; reenvie somente linhas
pendentes corrigidas; nunca apague ou sobrescreva registros. Consulte por GET os
registros criados ou reutilizados, verifique campos e contagens e grave relatório
de reconciliação e sessionInfo().

Organize 00_config.R, 01_inspect.R, 02_transform.R, 03_match_validate.R,
04_pilot_import.R, 05_full_import.R e 06_verify.R, com dependências e instruções.

Além dos scripts, produza um guia operacional passo a passo para iniciantes.
Comece por instalação do R e RStudio, instalação/atualização dos pacotes,
criação de uma pasta exclusiva para a importação, colocação da planilha nessa
pasta e configuração segura de ODB_TOKEN. Forneça somente comandos completos
que eu possa copiar e colar. Diga exatamente em qual programa, arquivo ou
console devo colar cada comando e nunca use apenas expressões vagas como
"configure o ambiente" ou "execute o script".

Apresente uma etapa por vez, nesta ordem: objetivo; arquivos que serão lidos ou
criados; bloco exato para copiar; como executar; resultado esperado; como saber
se funcionou; erros comuns e como corrigi-los; e um ponto de parada. Ao final de
cada etapa, peça que eu cole apenas a mensagem de erro ou o resumo produzido e
espere minha confirmação antes da próxima. Não peça que eu cole token, dados
sensíveis ou a tabela inteira. Se a conversa perder contexto, forneça um pequeno
resumo que eu possa copiar para iniciar uma nova conversa.

Nunca mande executar todos os scripts de uma vez. As etapas 01 a 03 e o teste
com RUN_IMPORT <- FALSE devem ser concluídos antes do lote piloto. Antes do
primeiro POST, mostre uma caixa de verificação em linguagem simples e peça uma
confirmação explícita. Antes da importação completa, exija nova confirmação
após a revisão do piloto. Explique como interromper com segurança, continuar
depois e localizar os arquivos de revisão e resultados.

Antes dos scripts, mostre: (a) interpretação da planilha, (b) ordem e mapeamento,
(c) suposições e ambiguidades e (d) perguntas que devo responder. Aguarde minhas
respostas antes de finalizar mapeamentos de baixa confiança.

Execute primeiro com RUN_IMPORT <- FALSE e depois com um lote piloto. Confirme que as funções existem na versão instalada do OpenDataBio-R e correspondem à API POST do servidor. Um UserJob bem-sucedido ainda pode conter avisos ou registros reutilizados; reconcilie cada linha. Veja também o fluxo de importação.

5 - Importar filogenias para o backbone

Importação experimental de árvores candidatas à incorporação taxonômica

Objetivo do fluxo atual

A importação permite comparar os terminais e relações de uma árvore de origem com os Taxons existentes. Os rótulos da árvore precisam ser associados a conceitos taxonômicos da instalação antes que qualquer mudança no backbone seja considerada.

Importar a árvore não significa incorporá-la automaticamente. Ela funciona como uma proposta que deve ser conferida e aprovada.

Preparar uma importação

Antes de importar:

  1. preserve o arquivo original;
  2. registre a referência bibliográfica ou o DOI da fonte;
  3. confira os rótulos dos terminais e possíveis homônimos;
  4. verifique se os Taxons correspondentes já existem;
  5. resolva previamente nomes ausentes pelo fluxo normal de cadastro e validação taxonômica;
  6. documente o clado objetivo e a interpretação que se pretende incorporar.

Depois da importação, revise terminais não vinculados, correspondências ambíguas, conflitos taxonômicos e relações incompatíveis com o backbone atual. Um rótulo igual ao nome de um Taxon não garante que representam o mesmo conceito taxonômico.

Aprovação administrativa

A incorporação ao backbone afeta uma biblioteca compartilhada por toda a instalação e, por isso, exige revisão e aprovação de um superadministrador. A decisão deve considerar a referência, o escopo da árvore, a correspondência dos Taxons e os conflitos apresentados.

Enquanto o fluxo permanecer experimental, a documentação não garante suporte a publicação, compartilhamento, análise, versionamento ou exportação geral de filogenias. Recursos visíveis na interface podem servir apenas à revisão da importação e podem mudar em versões futuras.

6 - Definir Traits e registrar medições

Como definir variáveis, validar valores e organizar a coleta em formulários

Traits são definições compartilhadas de variáveis; Medições são os valores dessas variáveis registrados para Localidades, Taxons, Indivíduos, Vouchers ou Mídias. Definir bem o Trait antes da coleta é essencial, porque mudar seu significado depois que outras pessoas o utilizaram pode invalidar dados. Para autoria, permissões de curadoria, consolidação de duplicações, status e ferramentas de tradução, consulte Governança e curadoria de Traits.

Antes de criar um Trait

  1. pesquise nome, export_name, unidade e definição para evitar duplicações;
  2. confirme qual objeto será medido;
  3. descreva método, instrumento, posição, precisão e protocolo;
  4. escolha uma unidade existente com o mesmo significado;
  5. registre a referência bibliográfica do protocolo, quando houver;
  6. decida quais validações devem impedir valores incompatíveis.

Não reutilize um Trait apenas porque nome e unidade são parecidos. Altura medida diretamente e altura estimada com clinômetro, por exemplo, podem exigir Traits distintos. O export_name deve ser único, estável, curto e sem espaços ou acentos; ele será usado em formulários, importações e exportações.

Escolher o tipo

  • Quantitativo real: medidas decimais; defina unidade e, quando adequado, limites mínimo e máximo.
  • Quantitativo inteiro: contagens e outros valores inteiros.
  • Categórico: uma categoria sem ordem.
  • Categórico múltiplo: várias categorias simultâneas.
  • Ordinal: uma categoria cuja posição representa uma ordem.
  • Texto: observações que não devem ser tratadas como categorias.
  • Cor: código hexadecimal validado pelo sistema.
  • Link: relaciona um Taxon ou Voucher e pode guardar uma contagem associada.
  • Espectral: vetor de valores com comprimento esperado definido.
  • GenBank: número de acesso molecular vinculado a Indivíduo ou Voucher.

Categorias devem possuir significado estável, descrições quando o nome não for suficiente e traduções coerentes. Em Traits ordinais, a ordem faz parte da definição. Não use números categóricos quando o valor é realmente uma medição quantitativa.

Registrar e conferir Medições

Cada Medição precisa indicar o Trait, o objeto medido, a Pessoa responsável, a data e o dataset que controla acesso e edição. Acrescente referência quando o valor foi extraído de uma publicação.

Antes de importar em lote:

  1. crie uma Medição pela interface e confira o comportamento do Trait;
  2. teste limites, categorias, unidade e tipo de objeto;
  3. envie poucas linhas e acompanhe o UserJob;
  4. reconcilie os IDs retornados com a tabela de origem;
  5. consulte novamente as Medições e confira valor, data, Pessoa e objeto;
  6. só então importe o conjunto completo.

Consulte os exemplos de importação de Traits com R e importação de Medições com R.

Usar formulários

Formulários web agrupam Traits ordenados e podem marcar campos obrigatórios. Uma Tarefa de Formulário aplica o protocolo a objetos-alvo e permite acompanhar o que ainda precisa ser medido. Formulários móveis alimentam o OpenDataBio Collect com protocolo, Taxons, objetos, geolocalização, fotografias e campos para coleta offline.

Defina primeiro dataset, Traits, unidades e categorias; atribua usuários; teste com poucos objetos; sincronize; e confira Medições, coordenadas, Mídias e logs antes de distribuir o formulário. O formulário organiza a entrada, mas não substitui a definição do Trait nem cria outro tipo de dado.

Alterações depois do uso

O criador pode editar um Trait válido enquanto ele não estiver em uso ou for usado somente em datasets nos quais o criador é administrador. Curadores de Traits podem manter globalmente a biblioteca pública. Categorias já usadas em Medições exigem um curador para sua redefinição ou reordenação. Quando a correção afetar vários usuários, use o fluxo de governança em vez de alterar silenciosamente um conceito compartilhado.

7 - Curadoria de bibliotecas compartilhadas

Como revisar Taxons, Localidades, Pessoas, referências e nomes populares

Taxons, Pessoas, Referências Bibliográficas, Localidades, Traits e nomes populares são bibliotecas compartilhadas. Um registro criado para um projeto pode ser reutilizado por muitos outros; por isso, procure antes de criar e não trate uma correção global como se afetasse apenas o seu dataset.

Validação externa de Taxons

Usuários plenos podem abrir a ferramenta de validação e limitar a análise por projeto, dataset ou raiz taxonômica. A ferramenta pode localizar nomes sem referência de publicação, sem chaves externas ou com divergências de validade, nome aceito e hierarquia.

Fluxo recomendado:

  1. escolha um escopo pequeno e uma fonte adequada ao grupo;
  2. execute a verificação e aguarde o UserJob;
  3. separe resultados seguros, conflitos, Taxons ausentes e decisões manuais;
  4. para fungos, revise primeiro o Index Fungorum; para plantas, compare Tropicos e IPNI; use o GBIF como fonte ampla, sem presumir que resolve toda divergência;
  5. aceite uma mudança de pai somente quando a hierarquia local realmente deva mudar;
  6. aplique diretamente apenas alterações para as quais você possui permissão;
  7. quando não puder atualizar o Taxon, envie uma sugestão para revisão;
  8. confira os Taxons alterados e o UserJob final.

Conflitos entre fontes são decisões curatoriais. A ferramenta não deve trocar automaticamente um conceito taxonômico apenas porque uma fonte externa apresenta outro nome aceito. Operações administrativas em lote e alterações amplas no backbone devem ser revisadas por superadministradores.

Taxons duplicados

A ferramenta de Taxons duplicados é exclusiva de superadministradores. Ela ignora nomes não publicados na busca automática, escolhe um registro principal, copia metadados e chaves externas ausentes e só remove ramos duplicados quando não existe uso protegido no próprio nó ou em seus descendentes.

Antes de unir, compare autoria, publicação, validade, nome aceito, pai, chaves externas e relações nos descendentes. Homônimos e conceitos taxonômicos diferentes não são duplicatas mesmo quando a grafia coincide. Execute grupos pequenos e confira o backbone e os registros relacionados após cada operação.

Localidades compartilhadas e duplicações

Localidades são compartilhadas por toda a instalação. Países, estados, municípios, unidades de conservação, terras indígenas, camadas ambientais, parcelas e transectos não pertencem exclusivamente ao projeto que os cadastrou. Antes de criar uma nova Localidade, pesquise pelo nome, caminho hierárquico, tipo e geometria.

Países e unidades administrativas

Um país deve existir uma única vez, com o código de país correto e a geometria adotada pela instalação. Estados, províncias, municípios e outros níveis devem ser cadastrados sob o pai correto e de acordo com a convenção de níveis administrativos definida para o país. Não crie outro país ou município apenas porque a grafia ou o idioma do nome é diferente; confirme se o registro existente deve ser corrigido ou traduzido.

Novos países e grandes conjuntos de unidades administrativas devem ser coordenados com os superadministradores. Eles afetam a detecção automática de pais, a validação de coordenadas e muitos registros de usuários.

Unidades de conservação, terras indígenas e camadas ambientais

Essas Localidades podem se sobrepor à hierarquia administrativa e funcionar como relações espaciais adicionais. Antes de importar:

  1. procure o nome oficial, siglas e versões anteriores do limite;
  2. registre a fonte, a data e a versão da geometria nas notas ou metadados;
  3. confirme o tipo correto de Localidade;
  4. use geometria WGS84 e valide polígonos e multipolígonos;
  5. verifique sobreposição e duplicação com camadas já cadastradas;
  6. combine com a administração como uma atualização de limites oficiais será tratada sem alterar silenciosamente análises anteriores.

Parcelas, subparcelas e transectos

Parcelas e transectos também são objetos compartilhados. Pesquise pelo nome, localidade pai, projeto, coordenadas e dimensões. Nomes genéricos como “Parcela 1” não são suficientes para distinguir unidades de amostragem de projetos diferentes.

Antes de criar, defina uma convenção de nomes e confira:

  • localidade pai e caminho completo;
  • ponto inicial ou geometria;
  • orientação e dimensões cartesianas;
  • relação entre parcela e subparcela;
  • comprimento e largura de busca do transecto;
  • datum e unidade das coordenadas.

Não crie uma segunda parcela para corrigir dimensões ou geometria. Se a Localidade já possui dados relacionados, somente um superadministrador pode alterá-la, e a correção deve considerar o efeito sobre as posições globais dos indivíduos.

Pontos e localidades automáticas

Alguns fluxos de importação criam Localidades de ponto automaticamente a partir das coordenadas dos indivíduos. Antes de cadastrar pontos manualmente em lote, confirme se esse mecanismo já atende ao caso. O formulário verifica geometrias e pontos semelhantes, mas o usuário ainda deve examinar as correspondências antes de confirmar um novo registro.

Quem pode corrigir

Usuários plenos podem criar Localidades e editar apenas aquelas que ainda não possuem indivíduos, vouchers, medições ou mídias relacionados. Depois que uma Localidade passa a ser usada, apenas superadministradores podem alterá-la. A exclusão também exige que não existam dados relacionados nem descendentes.

Ao encontrar uma duplicata já utilizada, não tente contornar a restrição criando outra versão. Documente os registros envolvidos e solicite que um superadministrador avalie hierarquia, geometrias e relações antes de corrigir.

Pessoas duplicadas

Antes de criar uma Pessoa, pesquise variações de nome, abreviatura, instituição, e-mail e ORCID. Não crie uma segunda Pessoa apenas para corrigir grafia ou acrescentar metadados.

A ferramenta de substituição de duplicatas é exclusiva de superadministradores. Ela redireciona relações como coleta, autoria de versões, identificação, medição, especialidade taxonômica e autoria de nomes não publicados para uma Pessoa escolhida como registro principal. Depois tenta remover os registros substituídos.

Antes de unir Pessoas, o administrador deve:

  1. confirmar que representam a mesma pessoa real;
  2. escolher como principal o registro com nome, abreviatura, ORCID e instituição mais completos;
  3. verificar se algum registro está associado ao perfil de um usuário;
  4. conferir possíveis papéis distintos nas mesmas identificações ou medições;
  5. executar a união e revisar o histórico e as relações do registro resultante.

Não use essa ferramenta para homônimos. Se dois usuários já possuem Pessoas padrão diferentes, a associação não pode ser simplesmente transferida para um registro que já pertence a outra conta.

Referências duplicadas

Pesquise DOI e chave BibTeX antes de cadastrar. Quando o sistema indicar DOI ou chave existente, compare os registros; não modifique arbitrariamente a chave apenas para criar uma segunda referência. Corrija o registro existente se você tiver permissão e ele representar a mesma publicação.

Nomes populares

Um nome popular deve registrar o idioma e pode ser relacionado a Taxons, Indivíduos ou Localidades. Use citações para documentar fonte, contexto e variação regional. A mesma grafia em idiomas ou regiões diferentes não implica necessariamente o mesmo uso.

Usuários plenos podem criar nomes populares. Um usuário comum só pode editar um registro criado por ele; superadministradores podem editar qualquer registro. Uma exclusão é bloqueada quando existem citações pertencentes a outros usuários.

Antes de criar:

  1. pesquise o nome e o idioma;
  2. confira os objetos já relacionados;
  3. determine se deve acrescentar uma relação ou citação ao registro existente;
  4. crie outro registro apenas quando o idioma ou o conceito registrado for realmente diferente.

8 - Governança e curadoria de Traits

Autoria, permissões, consolidação de duplicações e traduções ausentes na biblioteca compartilhada de Traits

Traits formam uma biblioteca pública de toda a instalação. As permissões de um dataset controlam as Medições que usam um Trait; elas não transformam a definição do Trait em um recurso privado do dataset. A governança de Traits protege tanto o significado científico quanto todos os datasets que reutilizam a definição.

Instalação e atualização

Em uma instalação nova, escolha os locales de interface e de conteúdo durante a configuração; a tradução assistida permanece desabilitada até que o administrador configure explicitamente um provedor. Depois de atualizar, rode as migrations, php artisan locales:audit, limpe o cache de configuração e reinicie os workers da fila. A migration marca os Traits existentes como válidos, registra o primeiro superadministrador como criador quando houver e cria as tabelas de governança e revisão de duplicações; não há backfill separado para Traits.

Depois da instalação, o superadministrador pode atribuir Curador de Traits no perfil de um usuário pleno. Os curadores passam então a revisar a biblioteca compartilhada. Configure os serviços opcionais de tradução, Tropicos e e-mail conforme a Configuração administrativa.

Ciclo de vida do Trait

Cada Trait possui um criador e um status:

  • válido (valid): definição ativa, disponível para novas Medições;
  • duplicado (duplicate): alias consolidado em outro Trait, indicado por canonical_trait_id;
  • descontinuado (deprecated): preservado para proveniência, mas não recomendado para novos usos.

Excluir um Trait sem uso pertencente ao próprio usuário remove o registro definitivamente quando não há usos nem dependências protegidas. Isso também vale para a exclusão normal em lote. As demais exclusões permitidas arquivam o Trait com soft delete, mantendo relações e histórico para possível restauração.

Ao consolidar Traits duplicados, Medições, formulários, referências, tags, tipos de objeto e categorias compatíveis são reconciliados com o Trait mantido. O Trait antigo permanece como alias duplicado. Uma importação de Medições que use esse alias é redirecionada ao Trait canônico.

Quem pode fazer o quê

PerfilPermissões sobre Traits
Usuário registradoConsulta Traits permitidos pela instalação; não pode criar nem fazer curadoria.
Usuário plenoCria Traits; examina um Trait individual para possíveis duplicações; sugere pares duplicados aos curadores.
Criador do TraitEdita diretamente seu Trait válido enquanto ele não estiver em uso, ou enquanto todas as Medições que o utilizam pertencerem a datasets nos quais o criador é administrador. Exclui definitivamente seu próprio Trait quando não houver Medições, formulários, Traits dependentes, aliases ou outras referências protegidas.
Curador de TraitsFaz a curadoria da biblioteca pública de toda a instalação: edita Traits globalmente, revisa sugestões, varre toda a biblioteca, registra decisões de não duplicação, consolida duplicações, arquiva Traits permitidos, restaura Traits arquivados e exclui explicitamente Traits isolados.
SuperadministradorPossui os poderes de curadoria e atribui ou remove a habilidade Curador de Traits no perfil de usuários plenos.

No model-index de Traits, a exclusão normal remove automaticamente de forma definitiva um Trait isolado pertencente ao usuário que executa a ação. Para registros de outros criadores, curadores e administradores precisam marcar explicitamente Excluir definitivamente os Traits permitidos; sem essa opção, a exclusão permanece recuperável. Cada registro selecionado é verificado individualmente, e Traits protegidos são recusados.

O model-index de Traits separa Traits ativos, Traits duplicados mesclados, Traits descontinuados e Traits arquivados por soft delete. Aliases mesclados recebem uma marca visível e apontam para o Trait canônico. A quantidade de Medições exibida na lista de Traits conta todas as Medições ligadas, pois a biblioteca de Traits é pública; ao abrir esse total, as regras de acesso dos datasets continuam válidas, portanto o usuário pode visualizar menos registros que o total público.

Usuários plenos podem selecionar Traits arquivados no model-index e abrir a definição arquivada. Esse acesso somente para leitura explica uma colisão de importação com um export_name reservado; o resultado da importação também informa o id do Trait arquivado. Isso não concede permissão de restauração ou curadoria. Na visão arquivada, curadores e administradores podem restaurar os registros selecionados ou excluir definitivamente os elegíveis. O criador pode excluir seu próprio Trait legado, arquivado e isolado na página de detalhes. Usuários registrados continuam vendo somente Traits ativos.

Administrar um projeto ou dataset não torna automaticamente o usuário um curador de Traits. A administração dos datasets, entretanto, participa da regra do criador: ele pode corrigir diretamente um Trait em uso somente quando administra todos os datasets que contêm suas Medições. Quando outros datasets dependem da definição, a correção deve ser conduzida por um curador de Traits.

Alterar ou acrescentar categorias pode mudar o significado de Medições categóricas existentes. Categorias já utilizadas em Medições somente podem ser redefinidas ou reordenadas por um curador de Traits.

Revisar possíveis Traits duplicados

Usuários plenos podem abrir Medições → Revisar possíveis traits duplicados, buscar um Trait por export name, nome ou descrição e compará-lo com os registros sugeridos. A comparação usa nomes e descrições multilíngues e exige que os Traits tenham o mesmo tipo. Traits numéricos podem ser apresentados mesmo com unidades diferentes: unidades podem ser convertidas e, portanto, não devem suprimir um alerta de possível duplicação científica.

O usuário pleno não pode consolidar registros. Ele envia uma sugestão e depois visualiza se ela está pendente, confirmada ou rejeitada. Curadores revisam essas sugestões na mesma ferramenta.

Curadores de Traits também podem escolher Varrer toda a base de traits. A varredura roda como UserJob em segundo plano e agrupa correspondências de similaridade conectadas, em vez de mostrar apenas pares isolados. Depois da conclusão, carregue o resultado e revise nome, descrição, tipo, unidade e quantidade de Medições de cada registro. Resultados grandes são paginados, e o estado completo permanece em um cache temporário no servidor para evitar que o navegador reenvie todos os grupos a cada decisão.

Para cada membro do grupo, o curador escolhe:

  • Sem decisão: deixa o item para revisão posterior;
  • Registro a manter: definição que será canônica;
  • Mesclar: consolida este Trait no registro mantido;
  • Excluir definitivamente: remove um Trait isolado sem mesclá-lo, quando o usuário tem autorização e o Trait não possui uso ou dependência protegida;
  • Não é duplicação: registra que o par representa conceitos diferentes.

Salvar decisões persiste os julgamentos de não duplicação e mantém as escolhas de mesclar e excluir disponíveis para execução. Marcar todos como não duplicados aplica esse julgamento a todos os membros, salva todas as decisões par a par e desabilita a execução, pois não resta ação operacional. Executar decisões primeiro inspeciona compatibilidade estrutural e autorização e então submete as mesclagens e exclusões definitivas selecionadas como UserJob. A detecção é deliberadamente mais ampla que a execução: Traits com unidades diferentes, por exemplo, podem ser detectados como possíveis duplicados, enquanto uma mesclagem insegura pode ser recusada até que as implicações de unidade e valores sejam resolvidas.

A decisão de não duplicação pertence ao par, não ao grupo inteiro. Varreduras futuras ignoram esse par. Se nome, descrição, tipo, unidade, categoria, limites, Trait pai ou outro campo conceitual relevante for alterado, as decisões relacionadas são invalidadas para permitir uma nova avaliação.

Traduções de conteúdo ausentes

Traits, categorias de Traits, unidades de Traits, Tags, Projetos e Mídias possuem conteúdo traduzível criado pelos usuários. Quando um provedor de tradução está configurado, a navegação apresenta Missing translations (Traduções ausentes).

A tradução assistida pelo Google reduz o trabalho multilíngue repetitivo, mas não é autoridade científica: prévias e resultados em lote precisam ser revisados. Ela é opcional e fica indisponível enquanto USER_TRANSLATION_PROVIDER estiver vazio.

A validação inicia um UserJob que verifica cada locale de conteúdo habilitado e informa campos ausentes que o usuário atual tem autorização para atualizar. Um campo sem texto de origem é informado, mas não pode ser gerado. A correção confere novamente o registro, a autorização, origem, destino, limite de caracteres e se outra pessoa já preencheu o texto antes de chamar o provedor e salvar o resultado. Sempre examine os resultados do UserJob e revise a terminologia científica gerada.

Os formulários também podem gerar campos ausentes durante a edição de um registro. A API de tradução oferece um endpoint de prévia e outro de gravação, permitindo que um cliente revise o conteúdo gerado antes de persistir.

Os endpoints POST e PUT de Traits não traduzem automaticamente os locales ausentes. Eles armazenam somente as traduções enviadas explicitamente pelo cliente; um PUT parcial preserva os locales omitidos. Essa separação evita que uma importação publique silenciosamente terminologia não revisada.

A mesma busca por similaridade do formulário também protege POST e PUT da API. Uma linha com possíveis duplicações é rejeitada com os identificadores dos candidatos. Depois da revisão, um conceito realmente distinto pode ser reenviado com confirm_similar_trait=true; essa confirmação é por linha e não deve ser aplicada indiscriminadamente a toda uma importação.

Consulte também Traits e medições e Importar Traits com R.

9 - Vouchers, etiquetas e solicitações

Operações de coleção biológica e preparação de etiquetas

Este guia reúne operações posteriores ao cadastro de Indivíduos: identificação em lote, criação de Vouchers, impressão de etiquetas e solicitações tratadas por biocoleções administradas no OpenDataBio.

Identificar indivíduos em lote

Use a identificação em lote quando vários Indivíduos compartilham a mesma determinação taxonômica. Antes de aplicar:

  1. filtre e confira os Indivíduos selecionados;
  2. confirme o Taxon, os identificadores e a data;
  3. registre modificador, referência e notas quando necessários;
  4. verifique se a nova identificação substitui ou complementa informação anterior;
  5. acompanhe o UserJob e revise o Histórico de Identificações.

Não selecione indivíduos apenas por semelhança de nome ou por uma consulta ampla sem conferir a lista. O Histórico de Identificações preserva determinações anteriores; o log de atividades registra alterações no sistema, mas não o substitui.

Criar e revisar Vouchers

Um Voucher representa uma amostra física de um Indivíduo depositada em uma BioColeção. Confira:

  • Indivíduo de origem;
  • BioColeção e número de catálogo;
  • coletores e data;
  • tipo nomenclatural, quando aplicável;
  • referências e mídias diretamente relacionadas ao Voucher.

O Voucher herda a identificação e a Localidade do Indivíduo. Registre uma medição ou mídia diretamente no Voucher somente quando ela descreve a amostra, e não o organismo de forma geral.

Gerar etiquetas

O gerador produz etiquetas para os modelos suportados e permite selecionar formato de folha, dimensões, margens, conteúdo, bordas e outras opções de impressão. Existem formatos predefinidos, incluindo modelos Pimaco, e geração de PDF para impressão.

Fluxo recomendado:

  1. filtre e selecione poucos registros;
  2. escolha o tipo de etiqueta adequado ao objeto;
  3. selecione a folha e confira dimensões e margens;
  4. gere uma prévia e imprima uma folha de teste em escala de 100%;
  5. compare códigos, nomes, números de coleção e identificadores com os registros;
  6. somente depois gere o lote completo.

As opções mais recentes são lembradas nas configurações do usuário. Um usuário pode salvar a configuração como preset, reutilizá-la, duplicar um preset compartilhado e, se for o proprietário, atualizá-lo ou excluí-lo. Presets públicos podem ser usados por outras pessoas, mas somente o proprietário pode alterá-los. Um preset guarda configuração de impressão; não congela os dados dos registros selecionados.

Solicitações de biocoleções

O fluxo de solicitações fica disponível quando existe pelo menos uma BioColeção administrada pelo sistema. Ele atende a dois casos diferentes: o depósito de material já representado por Indivíduos no banco e a solicitação de material que já está depositado em uma coleção. Não confunda esse fluxo com uma solicitação de acesso a um dataset.

Depositar material e registrar Vouchers

Use este fluxo quando você cadastrou seus dados de coleta como Indivíduos e quer depositar as amostras em uma BioColeção gerenciada pelo OpenDataBio.

  1. confira a Localidade, os coletores, a data e a identificação de cada Indivíduo;
  2. selecione os Indivíduos e indique a BioColeção de destino;
  3. envie a solicitação de registro de Vouchers e acompanhe o UserJob que cria a solicitação;
  4. um administrador ou colaborador da coleção revisa os itens e pode registrar correções ou atualizar a identificação solicitada;
  5. se o depósito for aceito, a coleção informa o dataset dos novos Vouchers e o primeiro número de catálogo; o sistema cria um Voucher para cada Indivíduo e numera a sequência;
  6. confira no resultado quais itens foram registrados ou recusados.

Somente administradores e colaboradores do dataset do Indivíduo podem incluí-lo na solicitação. A interface também exige que esses Indivíduos estejam em um dataset acessível ao público ou a usuários registrados, para que a coleção possa avaliá-los.

O registro do Voucher muda a responsabilidade de edição. Se a BioColeção possui equipe cadastrada no OpenDataBio:

  • somente membros dessa coleção podem editar o Voucher;
  • somente usuários que sejam membros de todas as coleções gerenciadas às quais o Indivíduo está vinculado podem editar o Indivíduo, inclusive sua identificação e Localidade;
  • o superadministrador da instalação mantém acesso administrativo;
  • Medições e Mídias vinculadas ao Indivíduo não passam para o controle da coleção: continuam obedecendo aos seus próprios datasets e permissões.

Assim, o depositante conserva a autoria e o acesso definidos pelos datasets, mas não deve esperar continuar editando o registro curado pela coleção, a menos que também faça parte da equipe dela.

Solicitar empréstimo de material depositado

Use este fluxo quando os Vouchers já existem em uma BioColeção gerenciada e você quer solicitar o material físico.

  1. localize e selecione os Vouchers desejados;
  2. abra a solicitação, informe instituição, contato e mensagem com a finalidade e as condições pretendidas;
  3. acompanhe separadamente o estado de cada Voucher;
  4. a equipe da coleção confere os itens e registra o empréstimo ou a recusa;
  5. quando o material retorna, a coleção registra a devolução. O sistema também admite o encerramento como doação quando esse for o destino acordado.

Os estados implementados para esse fluxo distinguem item solicitado, conferido, emprestado, recusado, devolvido e doado. Eles documentam a tramitação no OpenDataBio; embalagem, transporte, prazos e termos institucionais continuam sendo responsabilidade da coleção.

Responsabilidades e solicitações com várias coleções

O solicitante cria e acompanha a solicitação. Administradores e colaboradores da BioColeção podem anotar e tratar seus itens; para uma solicitação que reúne mais de uma coleção, o usuário precisa integrar todas elas. Alterar os dados administrativos da solicitação exige ser administrador de todas as coleções envolvidas, salvo para um superadministrador da instalação.

O histórico e o estado pertencem a cada item. Por isso, uma mesma solicitação pode terminar com parte dos Vouchers registrados ou emprestados e parte recusada. Use notas para justificar decisões e não exclua uma solicitação em andamento para corrigir uma anotação.

10 - Tutoriais

Fluxos reproduzíveis com OpenDataBio-R

Os tutoriais aplicam os conceitos e guias de uso em fluxos reproduzíveis com o pacote OpenDataBio-R.

Antes de importar, consulte também o Fluxo de importação de dados, que explica dependências, validação e reconciliação dos resultados de UserJobs.