Definir Traits e registrar medições
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Traits são definições compartilhadas de variáveis; Medições são os valores dessas variáveis registrados para Localidades, Taxons, Indivíduos, Vouchers ou Mídias. Definir bem o Trait antes da coleta é essencial, porque mudar seu significado depois que outras pessoas o utilizaram pode invalidar dados. Para autoria, permissões de curadoria, consolidação de duplicações, status e ferramentas de tradução, consulte Governança e curadoria de Traits.
Antes de criar um Trait
- pesquise nome,
export_name, unidade e definição para evitar duplicações; - confirme qual objeto será medido;
- descreva método, instrumento, posição, precisão e protocolo;
- escolha uma unidade existente com o mesmo significado;
- registre a referência bibliográfica do protocolo, quando houver;
- decida quais validações devem impedir valores incompatíveis.
Não reutilize um Trait apenas porque nome e unidade são parecidos. Altura medida
diretamente e altura estimada com clinômetro, por exemplo, podem exigir Traits
distintos. O export_name deve ser único, estável, curto e sem espaços ou
acentos; ele será usado em formulários, importações e exportações.
Escolher o tipo
- Quantitativo real: medidas decimais; defina unidade e, quando adequado, limites mínimo e máximo.
- Quantitativo inteiro: contagens e outros valores inteiros.
- Categórico: uma categoria sem ordem.
- Categórico múltiplo: várias categorias simultâneas.
- Ordinal: uma categoria cuja posição representa uma ordem.
- Texto: observações que não devem ser tratadas como categorias.
- Cor: código hexadecimal validado pelo sistema.
- Link: relaciona um Taxon ou Voucher e pode guardar uma contagem associada.
- Espectral: vetor de valores com comprimento esperado definido.
- GenBank: número de acesso molecular vinculado a Indivíduo ou Voucher.
Categorias devem possuir significado estável, descrições quando o nome não for suficiente e traduções coerentes. Em Traits ordinais, a ordem faz parte da definição. Não use números categóricos quando o valor é realmente uma medição quantitativa.
Registrar e conferir Medições
Cada Medição precisa indicar o Trait, o objeto medido, a Pessoa responsável, a data e o dataset que controla acesso e edição. Acrescente referência quando o valor foi extraído de uma publicação.
Antes de importar em lote:
- crie uma Medição pela interface e confira o comportamento do Trait;
- teste limites, categorias, unidade e tipo de objeto;
- envie poucas linhas e acompanhe o UserJob;
- reconcilie os IDs retornados com a tabela de origem;
- consulte novamente as Medições e confira valor, data, Pessoa e objeto;
- só então importe o conjunto completo.
Consulte os exemplos de importação de Traits com R e importação de Medições com R.
Usar formulários
Formulários web agrupam Traits ordenados e podem marcar campos obrigatórios. Uma Tarefa de Formulário aplica o protocolo a objetos-alvo e permite acompanhar o que ainda precisa ser medido. Formulários móveis alimentam o OpenDataBio Collect com protocolo, Taxons, objetos, geolocalização, fotografias e campos para coleta offline.
Defina primeiro dataset, Traits, unidades e categorias; atribua usuários; teste com poucos objetos; sincronize; e confira Medições, coordenadas, Mídias e logs antes de distribuir o formulário. O formulário organiza a entrada, mas não substitui a definição do Trait nem cria outro tipo de dado.
Alterações depois do uso
O criador pode editar um Trait válido enquanto ele não estiver em uso ou for usado somente em datasets nos quais o criador é administrador. Curadores de Traits podem manter globalmente a biblioteca pública. Categorias já usadas em Medições exigem um curador para sua redefinição ou reordenação. Quando a correção afetar vários usuários, use o fluxo de governança em vez de alterar silenciosamente um conceito compartilhado.