Primeira vez?

Descubra o que você pode fazer e como começar

OpenDataBio é normalmente acessado em um servidor mantido por uma instituição ou grupo de pesquisa. As funcionalidades disponíveis dependem do seu nível de usuário e das permissões concedidas em cada projeto, dataset ou biocoleção.

Escolha seu ponto de partida

Papéis e permissões

Visitante

Sem iniciar uma sessão, um visitante pode consultar registros públicos, usar os exploradores, visualizar datasets e versões públicas e baixar dados cuja política permita acesso anônimo. Não pode inserir ou alterar registros.

Usuário registrado

O autocadastro cria uma conta básica. Um usuário registrado pode editar o próprio perfil e acessar dados disponibilizados para usuários autenticados. A instalação pode exigir autenticação e aceite de um acordo para determinados downloads. O cadastro, por si só, não autoriza a inserção de dados.

Usuário pleno

Um superadministrador, ou um usuário pleno autorizado a gerenciar acessos, pode promover uma conta registrada para usuário pleno. Esse nível permite criar dados e receber papéis de colaboração, mas cada operação continua dependendo das permissões do objeto. Ser usuário pleno não concede acesso a todos os datasets nem permite administrar a instalação.

Um usuário pleno pode, quando autorizado:

  • criar registros nas bibliotecas compartilhadas;
  • criar projetos e datasets;
  • inserir dados pela interface ou por formulários;
  • importar planilhas e usar a API;
  • executar e acompanhar UserJobs;
  • administrar objetos nos quais recebeu o papel apropriado.

Gestor de acesso de usuários

Um superadministrador pode conceder a um usuário pleno a permissão gerenciar acessos de usuários. Esse gestor pode:

  • promover um usuário registrado para usuário pleno;
  • rebaixar um usuário pleno para usuário registrado.

Essa delegação é limitada. O gestor de acesso não pode criar, promover ou remover superadministradores; não pode alterar outro gestor de acesso; e não pode conceder essa permissão a outras pessoas. Somente um superadministrador pode designar ou remover gestores de acesso.

Antes de promover uma conta, o gestor deve confirmar a identidade do usuário e seguir a política local da instalação. A promoção autoriza a criação de dados, mas não concede automaticamente participação em projetos, datasets ou biocoleções.

Administrador, colaborador e visualizador

Projetos, datasets e biocoleções possuem seus próprios participantes:

PapelPode fazer
AdministradorConfigurar o objeto, gerenciar participantes e controlar seu conteúdo.
ColaboradorInserir e editar conteúdo permitido, sem administrar todas as configurações ou permissões.
VisualizadorConsultar conteúdo restrito, sem alterá-lo.

As regras específicas variam conforme o tipo de objeto. Por exemplo, o administrador de um dataset pode preparar versões e revisar suas políticas; o administrador de uma biocoleção controla os vouchers e solicitações sob a responsabilidade da coleção.

Superadministrador da instalação

O superadministrador tem acesso global e mantém a instalação. Ele deve:

  • revisar novos usuários e atribuir níveis globais com cuidado;
  • designar quais usuários plenos podem promover ou rebaixar contas;
  • configurar integrações e serviços externos;
  • habilitar biocoleções administradas pelo sistema;
  • manter localidades e outros registros de referência do sistema;
  • revisar ferramentas administrativas, como duplicidades e validações;
  • monitorar filas, armazenamento, logs e backups;
  • aplicar atualizações e os procedimentos do UPGRADES_NOTES.md.

O superadministrador não deve substituir os responsáveis científicos por projetos e datasets na curadoria cotidiana dos dados.

Preparar uma conta de usuário pleno

  1. Confirme que sua conta foi promovida a usuário pleno.
  2. Crie ou localize seu registro de Pessoa e associe-o como pessoa padrão do seu perfil. Isso permite preencher automaticamente autoria, coleta, medição e identificação quando apropriado.
  3. Defina em qual projeto e dataset os novos registros serão organizados. Crie novos objetos apenas quando os existentes não representam o mesmo trabalho.
  4. Consulte as regras locais da instalação para bibliotecas compartilhadas, evitando duplicar pessoas, taxons, localidades, referências ou variáveis.

Inserir e importar dados

Escolha o método conforme o volume e a maturidade dos seus dados:

  1. Interface web: melhor para aprender o modelo, criar poucos registros e conferir validações.
  2. Formulários: adequados para protocolos repetíveis de coleta e medição.
  3. OpenDataBio Collect: usa formulários compatíveis para coleta móvel, inclusive offline.
  4. Planilhas: permitem importação em lote pela interface. Os nomes das colunas correspondem aos parâmetros POST da API.
  5. OpenDataBio-R: facilita preparar, validar, importar e consultar dados a partir do R.
  6. API direta: indicada para integrações e clientes em outras linguagens.

Comece criando manualmente um exemplo pequeno de cada objeto necessário. Depois exporte ou consulte esse registro para confirmar nomes de campos, relações e identificadores antes de preparar um lote grande.

Ordem recomendada para novos dados

Cadastre ou localize primeiro as bibliotecas reutilizadas:

  1. pessoas e referências bibliográficas;
  2. taxons e localidades que ainda não existam;
  3. traits, unidades, categorias e formulários;
  4. projeto e dataset;
  5. indivíduos e vouchers;
  6. medições, identificações e mídias.

Uma localidade do tipo ponto não precisa ser criada antecipadamente quando a importação de indivíduos informa coordenadas e o fluxo utilizado permite sua criação automática. Parcelas, transectos e polígonos, entretanto, devem ser planejados e validados antes de importar grandes quantidades de indivíduos.

Antes de importar um lote grande

  • teste algumas linhas pela interface ou em uma instalação de testes;
  • confirme o dataset e as permissões de destino;
  • valide datas, coordenadas e identificadores usados nas relações;
  • separe nomes taxonômicos publicados de nomes não publicados;
  • verifique se pessoas, referências e traits já existem;
  • acompanhe o UserJob até o fim e examine avisos e erros por registro;
  • exporte uma amostra após a importação para conferir o resultado.

Os tutoriais de R transformam essa sequência em exemplos reproduzíveis de consulta e importação. Antes deles, consulte o Fluxo de importação de dados para entender dependências, validação prévia de coordenadas, UserJobs e reconciliação de IDs.

Última modificação July 10, 2026: Updated docs to odb version 0.10.0-alpha2 (886b968)